Indicação de Leitura - A sombra do vento, o jogo do anjo, e o prisioneiro do céu

terça-feira, 12 de março de 2013

Bom dia gente, chegamos a mais uma terça feira, ou seja, a mais uma indicação de leitura.
Hoje não vou falar apenas de um livro, mas sim de três.
Eles são A Sombra do Vento, o Jogo do Anjo e o Prisioneiro do Céu, todos do autor Carlos Ruiz Zafón.

 


                 Não sei se posso dizer que eles são bem uma trilogia, já que apenas O prisioneiro do Céu é continuação, porém todos tem relação entre si. Personagens iguais, os mesmos lugares. O jogo do Anjo é uma história anterior a de A Sombra do Vento quando consideramos o tempo, já que o mesmo mostra a história da geração do pai de Daniel Sempere, personagem principal de ASdV. Então, você pode lê-los na ordem que quiser e irá entender as histórias do mesmo jeito.

Vou colocar a seguir as sinopses de cada um e depois os comentários.


A Sombra do Vento


A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias.Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de "A Sombra do Vento", do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível. Resenha disponível em Skoob
O livro envolve mistério, amizade, paixões e o amor pelos livros. Quando me indicaram o livro, não pensei que fosse gostar tanto. O autor é maravilhoso. Eu separei tantas frases que me agradaram durante a leitura que não consigo decidir qual colocar aqui.
Vou colocar alguns trechinhos então...

Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos sob suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.

A morte tem dessas coisas. Desperta o sentimental que há em nós. Diante de um túmulo vemos apenas o bom, ou o que queremos ver. - Gustavo Barceló, página 215. 

Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro. - Julián Carax, página 174.
Sinopse seguinte: O Jogo do Anjo 
Esse livro foi publicado depois de ASdV, mas sua história se passa antes. Por isso, se hoje eu fosse reler, iria começar pelo Jogo do Anjo, depois ASdV e o Prisioneiro do Céu, arrumando a história na ordem cronológica correta.

Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.
Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novamente a Barcelona do início do século XX, cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Lançado este ano na Espanha, O Jogo do Anjo já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos.

Sei que a sinopse é curta, mas já da pra ter um gostinho não? Vale realmente a pena ler. Novamente eu separei algumas frases enquanto lia e vou postar aqui.

"As boas palavras são bondades inúteis que não exigem sacrifício algum e recebem mais agradecimentos do que as verdadeiras bondades."
"A poesia se escrever com lágrimas, o romance com sangue e as histórias com águas passadas, disse o cardeal" 
"- Sabe o que é bom nos corações partidos? - perguntou a bibliotecária.
Neguei.
- É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões" 
 
O que acharam das frases? Zafón adora frases fortes e dramáticas no meio de seus livros, e isso só os torna melhores. 


Bom, vamos para a sinopse do último, mas não menos importante: O Prisioneiro do Céu.



Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.

Se você acha que Zafón foi "bom" em a Sombra do Vento ou o Jogo do Anjo, ele está ótimo em O Prisioneiro do Céu. Digo isso para quem achou o livro mais ou menos - sempre tem um louco rs- já que eu achei ambos maravilhosos. Na continuação de ASdV o autor desvenda mistérios e traz personagens dos outros livros, ambientando a história nos cenários anteriormente apresentados e também em uma prisão. É onde muita coisa fica explicada.
E como sempre Zafón consegue juntar romance, mistério e aventura em apenas um livro. O Prisioneiro do Céu não tem tantas frases filosóficas portanto fica realmente difícil colocar uma aqui. Tenho algumas interessantes.Confiram:

"Sempre soube que um dia voltaria a estas ruas para contar a história do homem que perdeu a alma e o nome entre as sombras de uma Barcelona submersa no sono medroso de um tempo de cinzas e silêncio. São páginas escritas com fogo sob a proteção da cidade dos malditos, palavras gravadas na memória daquele que retornou de entre os mortos com uma promessa cravada no coração e pagando o preço de uma maldição." - Julián Carax

"Vi quando partiu sob a chuva fina, apenas um homenzinho carregando o mundo nas costas enquanto a noite, mais negra do que nunca, desabava sobre Barcelona."
" (...) e o tempo me condenou ao papel de simples espectador num espetáculo que acabaria tecendo os fios do meu destino." 
" Teve cem profissões e nenhum amigo. Fez dinheiro, que logo gastou. Leu livros que falavam de um mundo no qual não acreditava mais. Começou a escrever cartas que nunca soube como terminar. Viveu contra a lembrança e o remorso. Mais de uma vez, foi até o meio de uma ponte ou de um barranco e contemplou o abismo com serenidade. 

" Quando Martín declarou em juízo que o único bom costume que defendia era o de ler e que o resto era problema de cada um, o juíz acrescentou mais dez anos á longa pena que já ia receber." 
Neste livro podemos ver que algumas pontas foram deixadas soltas, o que indica uma continuação (provavelmente). Enquanto a continuação não vem, me contento com o novo lançamento do autor, chamado O Príncipe da Névoa.


Sinopse

A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal - o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.
Galera, eu sei que o post ficou grande e não tem muito da história aí, mas é porque não é para ser uma resenha, apenas uma indicação, porém espero que tenham gostado.
Até a próxima indicação de leitura.

-carol

7 comentários:

  1. Oi Carol, conheci o Zafon pelo ASdV e me apaixonei, comprei os outros dois faz pouco tempo e tô terminando o Jogo do Anjo ainda mais apaixonada kkk vou ter que ler ASdV de novo pra me sentir na sequência e adorei teu post. Valeu!

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  2. Olá, estou passando só pra dizer que adoro os livros do Zafón. O primeiro que li foi "Marina", e desde então sinto como se o autor capturasse nossa alma para dentro dos livros dele. É isso. Até!

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  3. O leitor acaba por ser um personagem , a leitura é de um tal entusiasmo que nos entregamos de corpo e alma. adorei

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  4. O leitor acaba por ser um personagem , a leitura é de um tal entusiasmo que nos entregamos de corpo e alma. adorei

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  5. Zafon nos conduz ao prazer da boa leitura.

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  6. Li A Sombra do Vento.... sem conhecer nada do autor.... e sendo que meu estilo de leitura é suspense... terror..policial e afins... e me surpreendi...
    Puta livro bom... vou ler as duas continuações.. e comprar na pre venda o novo..
    Nem sabia que O Príncipe da Névoa fazia parte desa história, vou procurar!!!!

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  7. Como é bom se deparar com um escritor o qual desconhecia e ver nascer a meus olhos um clássico literário. Primeiramente me perguntei este livro é bom demais, A Sombra do Vento, por analogia surgir um novo Gabriel Garcia Marquez. São por escritores assim que o ato de ler livros se torna contagiante.

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