Crônicas Vampirescas - Entrevista com o Vampiro - resenha

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Para os amantes de Vampiros, trago para vocês uma nova resenha, dessa vez de um clássico que na minha todos deveriam ler.
Vou falar de Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice. E vou comentar um pouquinho sobre o filme também.

Ficha

Título: Entrevista com o vampiro
Autor: Anne Rice 
Ano de publicação: 1992 (BR) - 1976 (EUA)
Editora: Rocco



Terminei de ler o conhecido clássico Entrevista com o Vampiro que faz parte das Crônicas Vampirescas, de Anne Rice . Foi um livro que me atormentou e apaixonou. Essas são as melhores palavras para descrever.
Foi difícil começar essa resenha e também comparar algumas partes com o filme, talvez porque o livro seja algo mais do que apenas uma história vampiresca. A autora consegue mesclar no personagem Louis, o entrevistado, sentimentos do universo mortal e também o desejo por sangue.
Louis, mesmo depois de transformado, não consegue abandonar sua humanidade por completo e vive atormentado por seus dilemas, perguntas e dores que provêm de sua vida mortal.
O livro mostra a intensidade de cada sensação ao olhar do vampiro. Como o amor, pela pequena Cláudia, e angustia de matar seres humanos, de Louis. E também o enorme desejo de vingança e ódio da parte de Lestat.
Um livro com bastantes detalhes e muita coisa para pensar, não é uma leitura para quem tem pressa. Algumas vezes temos alguns diálogos que se tornam um pouco cansativos, mas isso, em momento algum, tira a beleza das palavras de Rice.  
Rico e detalhista, Entrevista com o Vampiro prende o leitor e por esse e outros motivos tornou-se referencia quando o assunto é vampiros. Rice não descreve os vampiros da mesma maneira que Bram Stoker, assim como outros autores não escrevem livros onde os vampiros são da linha de Rice e Stoker.



              Quando se diz que o mito vampiresco é moldável e pode ser recriado com o passar dos séculos, se diz a mais pura verdade. A prova disso é que hoje vemos livros de vampiros em várias categorias. Sãos os vampiros bonzinhos e vegetarianos, os sanguinários que não conseguem conter a sede, os que estão divididos, os que podem sair a luz do sol usando um anel, os que brilham, os que ficam mais fracos no sol mas não viram pó. Os vampiros estão em romances românticos, policiais, suspenses, e é claro, terror.

Mas voltando ao livro de Anne Rice...

            Depois de ler vários contos, artigos e livros contemporâneos de vampiros e achar que nada mais poderia me surpreender eis que surge Louis, Lestat e a pequena Cláudia.


             Louis é um vampiro franco - americano que durante sua vida mortal presenciou a Revolução Francesa e teve escravos no seu latifúndio e que vivia com a mãe, duas irmãs e um irmão. Após a morte de seu irmão, pela qual se culpa, não consegue mais aceitar a idéia de viver e é encontrado pelo vampiro Lestat.
A adaptação cinematográfica, datada de 1994 e com efeitos especiais que deixam a desejar se formos comparar com os atuais, conta que Louis tinha uma mulher e uma filha e que depois da morte deles, ele se afunda em depressão. Como todo filme esse teve suas falhas, mas vamos falar disso no decorrer da resenha.  
Como eu comentei lá em cima, Louis não consegue aceitar se alimentar de humanos, não consegue aceitar essa frieza e a matança, não consegue deixar de lado a sua humanidade e apego pelas pessoas. Isso é um dos motivos pelo qual ele e Lestat discutem muito durante o livro.
Em certo momento do livro, Louis encontra uma menina de cinco anos, que chorava ao lado da mãe morta por uma peste. O vampiro que está faminto, não consegue se conter, e se alimenta da menina deixando a quase morta, porém seu remorso é tão grande que a leva para sua casa e quando Lestat chega, resolve transformá-la em uma vampira apesar dos protestos de Louis.
 
(Lestat e Cláudia)

A pequena Claudia é uma das criaturas mais encantadoras do livro, na minha opinião. Ela não sente exatamente remorso em se alimentar dos outros e conforme o tempo vai passando, ela e Louis se tornam praticamente a razão da existência um do outro, causando ciúmes em Lestat. Uma mulher em corpo de criança, ao fim do livro. Os desejos de uma mulher adulta que está presa a um corpo pequeno e indefeso de uma criança de cinco anos. Ou seja, Claudia não é a pessoa mais feliz do mundo.

            Claudia decide que Lestat (que se tornara rude e se afastara deles) não passa de um fardo a ser carregado, ela resolve matá-lo e quando o faz, ela e Louis partem em uma viagem emocionante para Europa – viagem essa que é praticamente ignorada no filme – e descobrem que o vampiro afinal não estava morto.
Louis  tem muitas dúvidas sobre si mesmo e sobre sua imortalidade que quer esclarecer e por isso ele e Claudia partem então em busca de outros vampiros na Europa Oriental, e encontram. São um tipo diferente, peculiar e esquecidos /ignorados no filme, o que é realmente uma pena. Para mim é uma passagem muito interessante do livro. Um pequeno trechinho da primeira visão desses vampiros. (O clímax do encontro deixo para vocês lerem por conta própria)
Estava tudo se misturando com minha própria expectativa horrorizada de encontrar a coisa que tinha matado Emily, a coisa que era, inquestionavelmente, alguém como nós. Mas Cláudia estava frenética
(...) Seu ombro grande, imenso, emergiu primeiro, com um braço comprido e relaxado, com dedos recurvados. Depois vi sua cabeça. Sobre o outro ombro carregava um corpo(...)
 Depois disso, os dois vão a Paris, onde encontram um outro clã de vampiros. É lá que conhece Armand(líder do grupo), o vampiro mais velho existente e Louis acredita que encontrará respostas para as perguntas que o atormentam. Porém, isso não acontece. Esse mesmo grupo de vampiros acaba aprisionando Louis e assassinando a pequena Cláudia, prendendo-a junto com Madeleine em uma cela com abertura para a luz do sol entrar.

              Louis, libertado por Armand, assassina todos os vampiros que faziam parte desse grupo chamado O teatro dos Vampiros, exceto o líder, por vingança. Essa pra mim, acho que é sem dúvida a passagem mais triste do livro. A perda de pequena e adorada Cláudia se torna uma dor imensa para Louis e como a autora consegue descrever muito bem as emoções e tudo mais, é quase como se fosse real.
            Apesar de todo o sofrimento, Louis e Armand partem de Paris logo em seguida, o que não acontece no filme. Na adaptação, Louis volta para a America e segue  com sua vida, até encontrar o rapaz que o entrevista.
            Bom, chegamos ao final. Mas, eu não vou contar. Que graça teria? Eu só posso dizer, com um pouco de raiva, que o livro e o filme não terminam de forma igual (isso sendo que a roteirista foi a própria autora), o que me decepcionou bastante, mas nenhum filme é 100% fiel. No geral, a adaptação é boa, mas como sempre não vi sentido em algumas cenas cortadas e outras que foram acrescentadas.
            Espero que tenham gostado dessa pequena comparação. O livro é muito cheio de detalhes para ser resenhado, resumido, adaptado com verdadeira beleza, mas espero ter consigo transmitir os pontos mais importantes dessa obra muito rica.


Carol Gomez


3 comentários:

  1. Olá! Sempre ouvi falar muito desse livro e assisti ao filme há muito tempo atrás. Interessante eles modificarem o final, mas como você disse o filme nunca é 100% fiel e isso me deu mais curiosidade para ler.

    Beijos Fran Borges

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/2013/02/resenha-fiquei-com-seu-numero-sophie.html

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  2. Fico muito feliz Fran, é um livro excelente! Super recomendo!

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  3. Os vampiros são criaturas fascinantes ❤️ Desde pequena, estava interessada em vampiros, tanto no cinema como na literatura. Se você gosta de filmes sobre esse tema, eu recomendo Underworld Legendado Este é um tema muito variado e interessante! Estou muito animado, não vou perder esse filme! :D

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